América Central e México

A região abriga as “Cinco Grandes Florestas da Mesoamérica”. Essas florestas cobrem uma área terrestre três vezes maior que a Suíça.

CRÉDITO DA IMAGEM: César Arroyo/ AMPB

A Rainforest Foundation US começou a trabalhar no Panamá em 2010. Hoje, nossos esforços se estendem pela maioria dos países da América Central e pelo México, atuamos em parceria com povos indígenas e comunidades locais para garantir a segurança de seus territórios.

Nosso Impacto

2010

Trabalhando na região desde 2010

500.000 acres

Apoiamos a demarcação de mais de 500.000 acres de territórios de povos indígenas

1,5 milhão

Trabalhando com parceiros para proteger mais de 1,5 milhão de acres por meio de monitoramento e manejo

Nosso Trabalho

O programa regional da Rainforest Foundation US concentra-se principalmente no México, Honduras, Guatemala e Panamá.

O projeto B’atz, financiado por meio de uma subvenção de três anos da USAID, apoiou o fortalecimento institucional da Aliança Mesoamericana de Povos e Florestas (AMPB).


No Panamá, a RFUS e seus parceiros continuam trabalhando para garantir títulos formais de terra para 1,62 milhão de acres de terras de povos indígenas na região de Darién, principalmente por meio de apoio técnico e jurídico e de incidência política.

Nossas iniciativas atuais na América Central e no México incluem:

Direitos Territoriais

Apoiamos nossos parceiros na América Central e no México na defesa de seus direitos e no avanço do reconhecimento legal de seus territórios ancestrais.

Desde 2010, a RFUS trabalha com organizações que representam os povos Guna, Emberá, Wounaan e outros em Darién para mapear terras coletivas indígenas fora das Comarcas (territórios de povos indígenas reconhecidos no Panamá), documentar e protocolar mais de uma dúzia de reivindicações territoriais e melhorar o processo nacional de reconhecimento das terras dos povos indígenas.

Proteção da Floresta Tropical

A Rainforest Foundation US apoia nossos parceiros na América Central e no México fortalecendo e expandindo programas de monitoramento florestal liderados por indígenas

A RFUS trabalha com parceiros no Panamá, Guatemala e Honduras para monitorar ativamente suas florestas e proteger seus territórios. Capacitamos jovens e líderes comunitários em técnicas de monitoramento florestal — usando Sistema de Posicionamento Global (GPS), Sistemas de Informação Geográfica (SIG), smartphones e drones — para documentar e apresentar provas de crimes ambientais às autoridades governamentais.

Fortalecimento de Organizações

A Rainforest Foundation US colabora com parceiros locais para fortalecer suas instituições, valorizando seus pontos fortes e concentrando-se nas metas e prioridades identificadas por eles próprios.

Além de realizar oficinas e treinamentos em governança, administração e finanças, a RFUS foi fundamental no lançamento de uma iniciativa central de fortalecimento institucional — o projeto B’atz — no México e na América Central. Por meio desse projeto, consolidamos os consideráveis avanços institucionais alcançados pela Aliança Mesoamericana de Povos e Florestas (AMPB) na última década. Os esforços concentraram-se na expansão do alcance geográfico e dos currículos da Escola de Liderança, especificamente testando novos materiais e métodos de treinamento sobre gestão de risco de desastres e incidência política com cerca de 50 comunidades; no fortalecimento da Coordenação de Mulheres Líderes Territoriais por meio da elaboração de um novo Plano Regional de Gênero e Mudanças Climáticas; no apoio ao desenvolvimento de um novo plano estratégico e ao processo de constituição jurídica da Secretaria Regional; e no apoio à estruturação, lançamento e consolidação do Fundo Territorial Mesoamericano, um mecanismo de financiamento direto.

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Florestas Tropicais

A região abriga as “Cinco Grandes Florestas da Mesoamérica”, que se estendem do México ao Panamá e continuam até o Chocó, na Colômbia, América do Sul.

As Cinco Grandes Florestas são compostas pela Selva Maia no México, Guatemala e Belize; a Moskitia na Nicarágua e Honduras; Indio Maíz-Tortuguero na Nicarágua e Costa Rica; La Amistad na Costa Rica e Panamá; e o Darién no Panamá e Colômbia. Juntas, essas florestas cobrem uma área terrestre três vezes maior que a Suíça e respondem por mais da metade do sequestro de carbono da região.

As florestas da América Central também abrigam muitas espécies icônicas que desempenham um papel vital nos ecossistemas da região, incluindo onças-pintadas, antas-centro-americanas, macacos-aranha, quetzais-resplandecentes e gaviões-reais (harpias), entre outros. A região abrange uma grande diversidade de ecossistemas, desde florestas nubladas até extensos manguezais costeiros que sustentam aproximadamente 12% da biodiversidade mundial.

O Panamá, única ponte terrestre entre a América Central e a América do Sul, é um corredor biológico fundamental para aves migratórias e inúmeras outras espécies.

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Povos Indígenas e Comunidades Locais

A América Central abriga mais de 100 povos indígenas, incluindo os Maias, Chorti, Lencas, Miskitos, Mayangnas, Emberá, Wounaan, Guna e Bribri-Cabécar, entre muitos outros.

Os povos indígenas e as comunidades locais habitam e protegem quase metade de todas as florestas da América Central. Embora as “comunidades locais” não se identifiquem como indígenas, elas mantêm estilos de vida tradicionais profundamente entrelaçados com a terra, que muitas vezes é gerida coletivamente. Sua colaboração na governança local e na conservação da natureza levou muitas áreas a serem chamadas de “territórios conservados por povos indígenas e comunidades locais”.

O movimento pelos direitos indígenas nesta região é muito forte. Como resultado, os direitos dos povos indígenas são razoavelmente bem reconhecidos nas leis nacionais — incluindo títulos de terra legalmente reconhecidos em toda a América Central e no México — embora esses direitos nem sempre sejam respeitados na prática. O sistema de Comarcas indígenas do Panamá e o marco legal para os povos indígenas na Costa Atlântica da Nicarágua estão entre os mais avançados do mundo em termos de autonomia política. A Guatemala é uma exceção notável, com grandes áreas sem direitos territoriais reconhecidos.

Além disso, em vários países mesoamericanos — mais notavelmente no México, mas também em Honduras, Guatemala e Costa Rica — as comunidades indígenas criaram modelos bem-sucedidos de manejo florestal comunitário, muitas vezes baseados em práticas culturais ancestrais de proteção florestal.

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Ameaças

De 2002 a 2023, a América Central e o México perderam 27 milhões de acres de cobertura florestal, dos quais 6,9 milhões de acres eram florestas primárias — uma área comparável em tamanho a todo o estado de Massachusetts.

As taxas de desmatamento, contudo, variam significativamente na América Central e no México. A Costa Rica alcançou um sucesso notável na contenção do desmatamento, enquanto países como Honduras e Nicarágua continuam enfrentando altas taxas de perda florestal. El Salvador foi o mais afetado, tendo perdido 95% de sua cobertura florestal original.

A pecuária e a expansão agrícola são os principais causas de desmatamento na região. A extração de madeira (tanto legal quanto ilegal), o desenvolvimento de infraestrutura e a urbanização são outros fatores-chave. Em alguns países, como Honduras, Guatemala e Nicarágua, o recente aumento nas atividades de narcotráfico acelerou ainda mais a perda florestal. A expansão comercial do óleo de palma (dendê), a nova infraestrutura rodoviária, a migração através da Região de Darién e a mineração são outras fontes de desmatamento. O número crescente de incêndios florestais anuais também contribui para a perda de florestas.

Conflitos causados por invasões ilegais por garimpeiros e pecuaristas em terras de povos indígenas são comuns, levando ao aumento das tensões e à perda de vidas de defensores da terra. Nos últimos anos, pelo menos 463 defensores da terra foram assassinados, e o número real provavelmente é muito maior.

Parceiros

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AMPB

Alianza Mesoamericana de Pueblos y Bosques

Alianza Mesoamericana de Pueblos y Bosques

A Aliança Mesoamericana de Povos e Florestas (AMPB) é uma organização regional centro-americana dedicada a promover os direitos dos povos indígenas e comunidades locais que vivem nas florestas. É formada por organizações nacionais que protegem importantes áreas florestais na região. A RFUS trabalha com a AMPB ao longo dos anos para capacitar monitores e mapeadores territoriais comunitários, bem como para apoiar a incidência política regional e internacional. A AMPB também é membro da Aliança Global de Comunidades Territoriais.

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Congreso General de Tierras Colectivas Embera y Wounaan de Panamá

Congreso General de Tierras Colectivas Embera y Wounaan de Panamá

O Congresso Geral de Terras Coletivas Emberá e Wounaan do Panamá é o órgão representativo das comunidades Emberá e de algumas comunidades Wounaan fora da Comarca Emberá-Wounaan, estando na linha de frente da luta pelos direitos territoriais há muitos anos.

CNPW

CNPW

Congreso Nacional del Pueblo Wounaan

Congreso Nacional del Pueblo Wounaan

O Congresso Nacional do Povo Wounaan (CNPW) é o órgão representativo do povo Wounaan dentro e fora da Comarca, com lideranças eleitas que defendem o povo Wounaan em nível nacional. O CNPW conta com uma Fundação Wounaan associada, que atua como braço de gestão de projetos do Congresso.

COONAPIP

COONAPIP

Coordinadora Nacional de Pueblos Indígenas de Panamá

Coordinadora Nacional de Pueblos Indígenas de Panamá

A Coordenadoria Nacional dos Povos Indígenas do Panamá (COONAPIP) é a organização nacional que reúne as organizações dos povos indígenas do Panamá, fundada em 1999 para liderar a luta pelos direitos territoriais indígenas, pelo respeito à cultura indígena e por outras prioridades.

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TNGC

Consejo General Naso Tjër-Di

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Consejo General Naso Tjër-Di

O povo indígena Naso vive no Panamá e na Costa Rica, atualmente principalmente ao longo do rio Teribe, na província de Bocas del Toro, no Panamá. Os Naso somam pouco mais de 4.000 pessoas e, contra enormes dificuldades, preservaram sua língua, cultura e modo de vida. Suas terras tradicionais cobrem algumas das áreas mais montanhosas e ricas em biodiversidade do oeste do Panamá.

CGTATT

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Congreso General Tule de Tagarkunyala

Congreso General Tule de Tagarkunyala

O Congresso Geral Tule de Tagarkunyala representa o povo Guna nas comunidades de Paya e Púcuro, bem como o vasto território considerado terra ancestral do povo Guna, incluindo a montanha sagrada de Tagarkunyal. O território de Tagarkunyal está inteiramente dentro do Parque Nacional Darién, tornando-os um aliado fundamental para a gestão sustentável da maior área protegida da América Central.

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