{"id":73243,"date":"2020-11-19T09:39:00","date_gmt":"2020-11-19T09:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/rfusdev.wpengine.com\/a-tragedy-foretold-covid-19-infections-spike-in-yanomami-territory-2\/"},"modified":"2026-10-16T08:16:37","modified_gmt":"2026-10-16T08:16:37","slug":"a-tragedy-foretold-covid-19-infections-spike-in-yanomami-territory","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/a-tragedy-foretold-covid-19-infections-spike-in-yanomami-territory\/","title":{"rendered":"Uma trag\u00e9dia anunciada: aumento de infec\u00e7\u00f5es por COVID-19 no territ\u00f3rio Yanomami"},"content":{"rendered":"<p>PARA LIBERA\u00c7\u00c3O IMEDIATA<br \/>\n19 de novembro de 2020<\/p>\n<h3><em>ORGANIZA\u00c7\u00d5ES YANOMAMI E YE&#8217;KWANA E UMA REDE DE PESQUISADORES LAN\u00c7AM RELAT\u00d3RIO IN\u00c9DITO QUE DETALHA O EVOLU\u00c7\u00c3O DA PANDEMIA NO TERRIT\u00d3RIO IND\u00cdGENA, SUGERINDO QUE UM EM TR\u00caS YANOMAMI J\u00c1 TER SIDO INFECTADO PELO NOVO CORONAV\u00cdRUS<\/em><\/h3>\n<ul>\n<li>Houve um aumento no n\u00famero de casos em mais de 250% nos \u00faltimos tr\u00eas meses na Terra Ind\u00edgena Yanomami.<\/li>\n<li>Menos de 4,7% da popula\u00e7\u00e3o total foi testada<\/li>\n<li>10 mil Yanomami e Ye\u2019kwana podem ter sido expostos ao v\u00edrus; mais de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Linha do tempo mostra sequ\u00eancia de abusos contra os Yanomami e Ye\u2019kwana<\/li>\n<\/ul>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/coy_ingles_r03_2020117.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">LEIA O RELAT\u00d3RIO COMPLETO AQUI<\/a><\/h3>\n<p><strong>Estado de Roraima, Brasil\u00a0<\/strong>\u2013 \u201cPor dentro n\u00e3o estamos bem. Estamos todos doentes. Nossa floresta adoeceu\u201d &#8211; depoimento de um Yanomami da regi\u00e3o de Kayanau, em Roraima, Brasil, falando de um desastre anunciado.<\/p>\n<p>Quase oito meses ap\u00f3s a primeira morte por COVID-19 entre o povo Yanomami, a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade na Terra Ind\u00edgena Yanomami (TIY) est\u00e1 fora de controle. De acordo com o novo relat\u00f3rio \u201c<a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/coy_ingles_r03_2020117.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Xawara: tra\u00e7ando o caminho mortal da COVID-19 e a neglig\u00eancia governamental no Territ\u00f3rio Yanomami<\/a>\u201d, lan\u00e7ado nesta quinta-feira, 19 de novembro, e elaborado pela Rede Pr\u00f3-Yanomami e Ye&#8217;kwana (Rede Pr\u00f3-YY) e pelo F\u00f3rum de Lideran\u00e7a Yanomami e Ye&#8217;kwana, o n\u00famero de casos confirmados no territ\u00f3rio saltou de 335 para 1.202 entre agosto e outubro \u2014 um aumento de mais de 250% de casos por m\u00eas. Segundo monitoramento realizado pela Rede Pr\u00f3-YY, ao final de outubro havia 23 mortes suspeitas e confirmadas por COVID-19 entre o povo Yanomami.<\/p>\n<p>Os casos de COVID-19 foram confirmados em 23 das 37 regi\u00f5es da YIT, localizadas entre os estados de Roraima e Amazonas e onde vivem cerca de 26,7 mil ind\u00edgenas, incluindo grupos isolados, ainda mais vulner\u00e1veis \u200b\u200b\u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio demonstra que 10.000 pessoas, ou mais de um ter\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o total, podem j\u00e1 ter sido expostas ao v\u00edrus. Desde junho, <a href=\"https:\/\/rainforestfoundation.org\/wpa-stats\/yanomami-yekwana-miners-out-covid-19-out\/\">o F\u00f3rum de Lideran\u00e7as Yanomami e Ye&#8217;kwana pede a remo\u00e7\u00e3o dos milhares de garimpeiros ilegais que trabalham no territ\u00f3rio e s\u00e3o vetores da doen\u00e7a<\/a>. O novo relat\u00f3rio mostra que os seus receios iniciais eram v\u00e1lidos: as opera\u00e7\u00f5es mineiras ilegais t\u00eam sido uma fonte clara de infec\u00e7\u00f5es por COVID-19 no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A campanha <a href=\"https:\/\/minersoutcovidout.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">#MinersOutCovidOut<\/a> iniciada pelos povos Yanomami e Ye\u2019kwana, que conta com o apoio de aliados brasileiros e internacionais, reuniu mais de 410 mil assinaturas em apoio \u00e0 luta dos povos ind\u00edgenas.<br \/>\nA divulga\u00e7\u00e3o destes novos n\u00fameros representa o cap\u00edtulo mais recente de uma hist\u00f3ria de propor\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas, sugerindo que o governo do Brasil permitiu e por vezes incentivou atividades que expuseram os povos Yanomami e Ye\u2019kwana \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o de uma doen\u00e7a mortal, ao mesmo tempo que prejudicam a sua capacidade de proteger as suas terras ancestrais dos garimpeiros ilegais de ouro que devastaram as florestas e envenenaram os rios do norte da Amaz\u00f3nia.<\/p>\n<p>\u201cDados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade indicam que h\u00e1 11 regi\u00f5es do TIY onde foram realizados menos de 10 testes pelo DSEI-Y [Yanomami Health District] e outras tr\u00eas onde n\u00e3o foram realizados testes, ou seja, em mais de um ter\u00e7o das regi\u00f5es h\u00e1 muito pouca informa\u00e7\u00e3o sobre a chegada da COVID-19, refor\u00e7ando as afirma\u00e7\u00f5es dos ind\u00edgenas de que na realidade o n\u00famero de infectados poderia ser muito maior. Essa informa\u00e7\u00e3o revela ainda que, at\u00e9 meados de setembro, 70,5% dos Os testes realizados pelo Distrito Sanit\u00e1rio Yanomami deram positivo Na regi\u00e3o do Demini, por exemplo, uma das mais testadas do territ\u00f3rio, mais de 90% da popula\u00e7\u00e3o foi infectada pela COVID-19. O n\u00famero de testes realizados pela Secretaria Especial de Sa\u00fade Ind\u00edgena (SESAI) at\u00e9 o dia 23 de outubro em todo o TIJ \u00e9 insignificante: 1.270 testes foram positivos, negativos ou descartados.<\/p>\n<p>Para Maur\u00edcio Ye\u2019kwana, diretor da Associa\u00e7\u00e3o Hutukara Yanomami e porta-voz da campanha, o relat\u00f3rio \u00e9 um instrumento que esclarece o descaso do governo com a YIT durante a pandemia. Ele afirma que a investiga\u00e7\u00e3o representa um passo importante \u201cn\u00e3o s\u00f3 para os Yanomami e Ye\u2019kwana, mas para todos os povos ind\u00edgenas que protegem a nossa M\u00e3e Terra e mant\u00eam a floresta em p\u00e9\u201d para poder mostrar \u00e0s autoridades governamentais a for\u00e7a e a unidade da luta ind\u00edgena no Brasil. &#8220;Temos parceiros que apoiam a nossa luta. Pedimos a retirada urgente dos invasores da nossa terra&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>&#8220;Queremos entregar este documento \u00e0s autoridades brasileiras. \u00c9 um instrumento para denunciar os problemas com a invas\u00e3o de garimpeiros, a contamina\u00e7\u00e3o do meio ambiente, inclusive dos nossos rios, e a contamina\u00e7\u00e3o por doen\u00e7as, como esta <em>xawara<\/em> [epidemic], que vem matando muita gente&#8221;, acrescentou D\u00e1rio Kopenawa Yanomami, vice-presidente da Hutukara.<\/p>\n<h3>Cronograma dos abusos<\/h3>\n<p>Al\u00e9m de denunciar o atual descontrole da pandemia na YIT, o relat\u00f3rio apresenta detalhadamente como ela avan\u00e7ou na maior terra ind\u00edgena do Brasil gra\u00e7as \u00e0 neglig\u00eancia do governo. Um dos principais trechos do documento \u00e9 uma cronologia de acontecimentos que ilustram o descaso e a sequ\u00eancia de abusos contra os Yanomami e Ye\u2019kwana ao longo desse per\u00edodo.<br \/>\nUm dos epis\u00f3dios mais dram\u00e1ticos \u2013 que gerou indigna\u00e7\u00e3o nas redes sociais em junho \u2013 foi o desaparecimento, durante quase um m\u00eas, de tr\u00eas crian\u00e7as que morreram com suspeita de COVID-19. Os beb\u00eas foram enterrados em um cemit\u00e9rio da capital Boa Vista (RR) sem o conhecimento dos pais ou de representantes do povo Yanomami. Na sua cultura, enterrar os mortos \u00e9 inaceit\u00e1vel. Apesar da revolta e dos protestos, os restos mortais dos beb\u00eas continuam enterrados na capital Roraima, a milhares de quil\u00f4metros de suas comunidades.<\/p>\n<p>Em julho, um pouco de teatro governamental marcou o avan\u00e7o da pandemia no YIT e \u00e9 detalhado no relat\u00f3rio. Tr\u00eas meses ap\u00f3s a primeira morte de um menino Yanomami de 15 anos por COVID-19, o governo federal levou 16 mil comprimidos de cloroquina aos postos de sa\u00fade do territ\u00f3rio, em miss\u00e3o liderada pelo Ex\u00e9rcito, e doou outros 33 mil comprimidos ao DSEI-Y. As autoridades argumentaram que os comprimidos eram para tratar a mal\u00e1ria e n\u00e3o a COVID-19, como afirmado anteriormente pela SESAI. As vers\u00f5es conflitantes sobre o prop\u00f3sito da distribui\u00e7\u00e3o massiva de cloroquina tamb\u00e9m mostraram a explos\u00e3o da mal\u00e1ria no territ\u00f3rio, que j\u00e1 havia sido denunciada pelas lideran\u00e7as ind\u00edgenas como impacto direto da invas\u00e3o do garimpo.<\/p>\n<p>O novo relat\u00f3rio tamb\u00e9m traz relatos dos Yanomami e Ye\u2019kwana sobre o avan\u00e7o da COVID-19 no territ\u00f3rio. Os depoimentos narram como a pandemia avan\u00e7ou, principalmente devido \u00e0 minera\u00e7\u00e3o de ouro. \u201cL\u00e1 dentro n\u00e3o estamos bem. Estamos todos doentes. Nossa floresta adoeceu. Esse \u00e9 o caminho do mineiro, porque muitos avi\u00f5es pousam l\u00e1. Quando chega um avi\u00e3o, muita gente desce, e como est\u00e3o chegando muitos avi\u00f5es, hoje essa doen\u00e7a chegou! \u00c9 uma doen\u00e7a forte!\u201d disse uma mulher Yanomami de Kayanau, em julho.\u00a0 Kayanau \u00e9 a segunda maior \u00e1rea de minera\u00e7\u00e3o ilegal do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Francisco Yanomami, da regi\u00e3o de Maraui\u00e1, tamb\u00e9m alertou sobre a falta de exames: \u201cA gente n\u00e3o era para estar morrendo disso, por causa de uma doen\u00e7a forte, sabe. [\u2026] Agora est\u00e1 acontecendo, os sintomas da COVID-19 est\u00e3o aumentando, est\u00e1 aumentando. O que podemos fazer? Como saber se \u00e9 mesmo COVID-19? Como saber se \u00e9 de COVID-19 que estamos morrendo? Temos que saber qual doen\u00e7a est\u00e1 nos matando. Se n\u00e3o tivermos isso teste, n\u00e3o temos como descobrir se esta doen\u00e7a est\u00e1 nos matando!\u201d<\/p>\n<p>A reportagem tamb\u00e9m conta como o Centro de Sa\u00fade Ind\u00edgena Yanomami (CASAI-Y), em Boa Vista, se tornou o principal polo de contamina\u00e7\u00e3o da COVID-19 entre os povos ind\u00edgenas nos primeiros meses da pandemia. &#8220;N\u00e3o estamos aqui lutando \u00e0 toa! Voc\u00eas, brancos, que est\u00e3o dentro do Distrito, que trabalham pela sa\u00fade, porque pioraram a situa\u00e7\u00e3o, nos deixaram muito tristes! (&#8230;) Por que s\u00f3 est\u00e3o fazendo mal para n\u00f3s?&#8221;, questionou Gerson Blane, l\u00edder do Marakana\/Toototopi na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Por fim, o relat\u00f3rio traz artigos assinados por especialistas: sobre o desrespeito aos rituais funer\u00e1rios e \u00e0 cultura Yanomami, do antrop\u00f3logo franc\u00eas Bruce Albert; uma radiografia da sa\u00fade no YIT, do m\u00e9dico sanitarista Paulo Basta, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz; e sobre a responsabilidade do Estado brasileiro pela trag\u00e9dia, dos advogados do ISA Juliana Batista e Luiz Henrique Pecora.<br \/>\nTrabalhando lado a lado com os Yanomami desde 1975, Bruce Albert finaliza sua an\u00e1lise tra\u00e7ando um paralelo entre a profana\u00e7\u00e3o dos Yanomami mortos pela COVID-19 e os desaparecimentos pol\u00edticos durante a ditadura brasileira &#8211; ambas express\u00f5es de \u201camn\u00e9sia coletiva\u201d e apagamento social. E isso perdurou at\u00e9 hoje. \u201cNa verdade, tomar posse dos mortos alheios para apag\u00e1-los da mem\u00f3ria coletiva e negar o luto de seus familiares sempre foi a marca de uma etapa suprema de barb\u00e1rie baseada no desprezo e na nega\u00e7\u00e3o do Outro, \u00e9tnico e\/ou pol\u00edtico.\u201d<\/p>\n<h3><a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/sites\/blog.socioambiental.org\/files\/nsa\/arquivos\/coy_ingles_r03_2020117.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">LEIA O RELAT\u00d3RIO COMPLETO AQUI<\/a><\/h3>\n<p><em>A campanha <strong>#MinersOutCovidOut<\/strong> \u00e9 uma iniciativa do F\u00f3rum de Lideran\u00e7a Yanomami e Ye&#8217;kwana e da Associa\u00e7\u00e3o Yanomami Hutukara (HAY), Associa\u00e7\u00e3o Wanasseduume Ye&#8217;kwana (SEDUUME), Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Yanomami Kumirayoma (AMYK), Associa\u00e7\u00e3o Estadual Texoli Ninam Roraima (TANER), Associa\u00e7\u00e3o Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (AYRCA), Associa\u00e7\u00e3o Kurikama Yanomami (AKY) e Associa\u00e7\u00e3o Hwenama dos Povos Yanomami de Roraima (HAPYR). A campanha conta com apoio da Coaliz\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (APIB), Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (COIAB), Instituto Socioambiental (ISA), Amazon Watch, Survival International, Greenpeace Brasil, Conectas Direitos Humanos, Anistia Internacional, Rede de Coopera\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nica (RCA), Instituto Igarap\u00e9, Rainforest Foundation US e Rainforest Foundation Norway.<\/em>\u00a0###<\/p>\n<h3><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um relat\u00f3rio in\u00e9dito detalha o avan\u00e7o da pandemia da COVID-19 na Terra Ind\u00edgena Yanomami, sugerindo que um em cada tr\u00eas indiv\u00edduos j\u00e1 pode ter sido infectado pelo novo coronav\u00edrus.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":19616,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"elementor_theme","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[265],"tags":[299,329],"geography":[377],"class_list":["post-73243","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news-releases-pt","tag-covid-19-pt","tag-rights-pt","geography-brazil-pt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73243","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73243"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73243\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73252,"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73243\/revisions\/73252"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73243"},{"taxonomy":"geography","embeddable":true,"href":"https:\/\/rainforestfoundation.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/geography?post=73243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}